Publicado em setembro 3, 2008 por Soteropolitanos

por Agnes Mariano
O sol ainda nem se levantou e eles já estão de pé. Os homens, prontos para, novamente, arriscar suas vidas sobre as ondas. As mulheres, para enfiar suas coxas e braços em manguezais úmidos, escuros, movediços. Para quem sobrevive do mar, a vida é um treinamento marcial, onde se aprende diariamente a conviver com a solidão, dominar os medos, entregar-se ao desconhecido, reconhecer a própria insignificância e viver apenas com o essencial. Uma vida dura, cheia de esforços e privações, mas com duas grandes qualidades. A primeira, é a calmaria se instala na alma do praiano, que esquece a pressa, as angústias, fica em paz. A outra vantagem é que, não importa se é dia, noite, se chove, faz sol, se o céu está cinzento ou luminoso: a beleza está sempre lá, presente, enfeitiçando a todos. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em novembro 19, 2007 por fagnerabreu

por Washington Fagner
A Bahia possui o maior litoral do Brasil. São inúmeras praias, a princípio sem distinção de classe e gênero, mas, com o passar do tempo e crescimento da cidade, elas começaram a se direcionar a um determinado público. Em Salvador, integrantes do movimento hippie, gays, lésbicas e simpatizantes (GLS), punks, dentre outros, começaram a adotar as praias como lugar de reunião, bate-papo e para se fazer boas amizades. A Praia dos Artistas está inserida nesse contexto. Localizada na capital baiana, a praia começou a se destacar pela freqüência de artistas nos anos 70 e atualmente foi adotada pelo público GLS. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em junho 28, 2007 por Soteropolitanos
por Milena Quize
Surge o boato de que Maria José da Silva Machado, responsável pela Associação Clube de Mães União da Boca do Rio, agora tomaria conta de várias crianças. A partir daí, todos os dias, mães passaram a levar seus filhos até a porta da casa dos Machado. Seguindo o conselho de seu marido, o jornalista, compositor e poeta Béu Machado, Dona Maria José resolveu transformar a parte de baixo de sua casa, antes utilizada apenas para o recebimento e distribuição dos tickets de leite do governo Sarney, em creche-escola, batizando-a com o mesmo nome da associação. Assim começa a história de luta e persistência de Dona Maria José em prol dos alunos de sua instituição, hoje conhecida como Creche Béu Machado. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em junho 9, 2007 por Soteropolitanos
por Lízia Sena
Desconhecido por muitos, apreciado por poucos. Alguns nem sabem que existe. Os que passam de carro, ônibus ou até mesmo andando desprezam um dos locais mais belos da cidade. Vários já viram, e, talvez tenham até contemplado a estátua de um homem jovem a céu aberto reparando as modificações da cidade, mas poucos se aproximam. Quem chegar mais de perto poderá observar um olhar de satisfação pela construção da natureza, sua criação. Não estou falando do Cristo do Rio de Janeiro e sim o de Salvador, o cristo da Barra. Um jovem de branco em pé com o braço direito estendido e o esquerdo para baixo tocando suas vestes. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em junho 9, 2007 por Soteropolitanos
por Vinícius Andrade
Mulher, futebol, cerveja e praia. Pergunte ao brasileiro “comum” o que ele mais gosta e é essa a resposta que vai ouvir, não necessariamente nessa ordem. Unindo duas dessas ditas “paixões nacionais”, o futebol de praia faz a alegria de muita gente pelo litoral soteropolitano. Ele concilia agradavelmente sol e proximidade do mar ao prazer do esporte mais praticado no país. William Costa de Souza não foge a esse panorama, sendo um dos adeptos do chamado “baba” na areia. No vigor físico de seus 22 anos, o garçom de barraca de praia, sem o uniforme obrigatório do dia-a-dia, passa desapercebido, escondendo uma tagarelice carismática e um talento formidável no futebol. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em junho 5, 2007 por Soteropolitanos
por Lízia Sena
Simpáticos, sorridentes, criativos e conversadores, os pescadores têm muito o que contar. Profissão antiga, que aos poucos foi se modernizando e para alguns não há mais divertimento no mar. A profissão difícil, ainda mais para quem não se adapta a modernização, transformou alegria em sofrimento. Sujeitos à chuva, sol, ventos fortes, correntezas, dias sem dormir e saudades da terra, nossos capturadores de peixe tentam manter o riso. Nesta minha busca em conhecer mais a profissão, percorri algumas colônias de pescadores e uma extensão. Fiz entrevistas com presidentes, diretores e com os próprios pescadores. As conversas na beira do mar e piadas enquanto jogavam baralho e dominós colaboraram tanto quanto as pesquisas e entrevistas. Dentre as colônias visitadas estão à Colônia do Peso Z1 (Rio Vermelho), A Mariquita união dos pescadores filiada Z1(Rio Vermelho), Colônia de Pescadores COOPY Z6(Itapuã) e a extensão da colônia de Itapuã, que fica em Piatã. Todas diferenciadas em vários aspectos e integrantes cheios de história para contar.
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
por Renata de Santana
É com um Exu, o mensageiro dos orixás, que Anísio Augusto Pimenta Silva, mais conhecido como Pimentinha, recebe todas as segundas-feiras os seus clientes. Após uma longa espera para estacionar, os clientes são recepcionados por um banho de sete folhas, “para dar sorte e tirar o mal olhado”, como afirma o dono do bar, e encaminhados para o local que desejar, ou dentro do bar, junto às obras de arte de Pimentinha, ou na rua, onde as fileiras de cadeiras ocupam os dois passeios.Durante as segundas-feiras, a Rua Dom Eugênio Sales, na Boca do Rio, é tomada por mesas, vendedores ambulantes, barracas de churrasco, muita gente dançando no meio da rua, ao som de uma banda de Forró Moderno, que começa a tocar a partir das 21h. Dentro do bar, uma outra banda toca salsa peruana, num palco que mais parece um quarto, feito de barro batido e decorado com placas de madeira com nomes de artistas baianos. A festa só termina às 2h da madrugada, e o bar só fecha às 4h. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
por Liomar Xavier
O bloco afro Malê Debalê é uma entidade cultural que utiliza o espaço do carnaval para a divulgação de sua identidade negra, e ao mesmo tempo é a vitrine para os moradores do bairro de Itapuã. O Malê tem na dança e na música uma forte ligação com a tradição cultural herdada da África. Sai às ruas, durante o carnaval, com aproximadamente 4000 integrantes. Eduardo Silva, diretor educacional do grupo Malê, diz: “Ao irmos para as ruas, no período do carnaval estamos fazendo presente na cidade a força de uma cultura que somos herdeiros, nos cabe defender”. Os ensaios do grupo começam sempre no segundo semestre, indo até o carnaval. São freqüentados por moradores da região e de outras partes da cidade, além de turistas e personalidades do Brasil e do mundo, que se fazem presentes. A escolha do tema do carnaval ocorre após uma reunião dos diretores do Malê.
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
por Liomar Xavier
Com uma população de aproximadamente 90 mil habitantes, Imbuí, Boca do Rio e Armação, contam com cerca de 14 pequenos shoppings. É possível, nestes estabelecimentos comerciais, comprar uma simples lembrança, ir ao salão de beleza, assistir a cultos religiosos, tirar documentos, abrir e reconhecer firma, tirar identidade, dentre outros serviços. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
por Vinicius Andrade
A comercialização de produtos indispensáveis ao cidadão, como em todo bairro residencial, é o principal combustível da economia do Imbuí, e a presença de mercadinhos é o fator fundamental nesse panorama. A disputa diária por sobrevivência dos pequenos estabelecimentos proporciona uma considerável movimentação econômica, atrelada, em segundo plano, à atuação das grandes redes de mercado da região. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
por Milena Quize
“Vai querer cadeira morena?”, “Qualquer coisa é só falar comigo!”, “Faço um pacote para você”. Com apenas alguns segundos pisando na areia, já se é rodeado por várias pessoas que prometem dar conforto aos praieiros que querem curtir o Sol forte e as águas tranqüilas da praia do Porto da Barra. Vestidos com trajes de banho e protegendo-se contra o calor com bonés, óculos escuros e protetor solar, dominam a área. Num espaço onde não existem as tradicionais barracas, o que resta – sem querer ou poder diminuir o que é feito – são os serviços dos homens que alugam cadeiras e sombreiros no lugar que é considerado um dos mais lindos do mundo. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
por Verena Campello

A orla de Salvador tem paisagens naturais encantadoras. Além dos coqueiros que a acompanham, hoje, é marcada por novos estilos de pontos de ônibus. Esses novos pontos tiveram o estilo importado da Europa durante a gestão do prefeito da época, Antônio Imbassaí. Com uma arquitetura moderna e arrojada, os novos pontos deixaram a cidade com um aspecto mais urbano e sofisticado. Porém, o estado de conservação desses pontos não é dos melhores e parece não agradar a maioria dos usuários de transporte público da cidade. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
por Juliana Laxon
Não há baiano que nunca tenha ouvido, ao passar pela orla de Salvador, a frase “Olha o queijinho!Assadinho na hora!”. O grito de venda pertence aos comerciantes de queijo coalho espalhados
não só pelo vasto litoral da cidade, mas também pelas ladeiras do Pelourinho, ruas boêmias do Rio Vermelho, da Barra e de outros bairros, por shows e micaretas que acontecem em Salvador. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
Venda de acarajé movimenta economia baiana
por Jamile Oliveira
Seduzidos pelas ondas do mar e pelo cheiro inconfundível do azeite de dendê, as pessoas vão chegando à orla com seus familiares. São crianças, adolescentes e adultos em plena manhã de sábado curtindo a praia de Itapoã e seus atrativos mais conhecidos. Mas que escrava, no Brasil colonial, poderia imaginar que séculos depois seus quitutes seriam parte enriquecedora da economia de um Estado? A comercialização do acarajé tem uma marca significativa quando se fala em geração de emprego em Salvador. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
Movimento dos Sem Teto de Salvador e seu acampamento na cidade baixa
por Thiago Requião
Quem passa pelo acampamento do Movimento dos Sem Teto de Salvador (MSTS), no bairro do Bonfim, vê uma fábrica abandonada e em ruínas, ocupada por 122 famílias filiadas ao movimento, morando juntas e com espaços divididos por tábuas e lonas. À primeira vista, esse cenário pode parecer um local desorganizado, com sujeira espalhada por todos os cantos, que não tem metas e nem projetos que visem a luta pela melhoria no modo de vida. No entanto, não é essa a verdadeira face do movimento que ocupa, há aproximadamente quatro anos, uma antiga fabrica têxtil localizada na cidade-baixa, a Toster. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos
por Renata Santana
Durante um passeio à tarde pelo shopping Aeroclube Plaza Show, localizado em frente à praia da Boca do Rio, encontram-se diversas lojas vazias, banheiros e estacionamentos interditados, lojas funcionando sem letreiro, grama alta na parte interna do shopping. Nos restaurantes que ficam em frente à praia, funcionários jogando baralho, esperando o tempo passar, por falta de clientes. Lojas e demais espaços vazios. Esses são os sinais visíveis da decadência, que já dura dois anos, de um empreendimento que surgiu com a intenção de ser o principal local de lazer e entretenimento da cidade de Salvador. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 29, 2007 por Soteropolitanos

por Caio Barbosa
O relógio marcava pontualmente 17h32. O céu azul começava a ganhar tonalidades diferentes, meio alaranjadas talvez. O pôr-do-sol estava por vir. O sol começava a perder seu espaço para a lua, que aparecia timidamente ao fundo do Farol da Barra. 17h44. A noite já ganhava força e com ela a Avenida Oceânica ia recebendo mais luz. A cada minuto um, dos 69 postes que iluminavam desde o Porto da Barra ao Cristo, ia se acendendo, dando mais vida a toda aquela paisagem. As horas iam passando, e o movimento de carros, pessoas que praticavam cooper ou caminhada, idosos e crianças só fazia aumentar. Às 18h, a estreita calçada da orla ficava menor ainda com a grande quantidade de pessoas que tinham aquele horário como sagrado para sentir um pouco da brisa do mar ou se exercitar. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em maio 22, 2007 por Soteropolitanos
por Laís Buri
Céu azul, sol forte, grama, mar, brisa, coqueiros, barulho das ondas. Esse é o cenário propício para esquecer a rotina e se entregar às belezas da natureza. Enquanto milhares de pessoas buscam esse ambiente para relaxar, outros fazem desse local o seu ambiente de trabalho. Unir o útil ao agradável é a proposta dos massoterapeutas do Jardim de Alá. O projeto teve início há doze anos, foi idealizado pela Policia Militar. Era o chamado Verão Light. Tinha o objetivo de levar a população condições para manter uma boa saúde e condicionamento físico. Era disponibilizado aulas de educação física, sessões de massoterapia, fisioterapia e alongamentos. O projeto se deslocou para o Jardim dos Namorados, mas o massoterapeuta Henrique Costa, encantado pelo ambiente, deu continuidade ao seu trabalho no mesmo local. “Eu trabalhava no centro de educação física da polícia militar e fazia massagem entre quatro paredes. Chegando ao Jardim de Alá fiquei fascinado pela beleza desse lugar que faz jus ao nome, Jardim dos Deuses, e por isso quis continuar aqui”, conta Costa. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em abril 11, 2007 por Soteropolitanos
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