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	<title>SOTEROPOLITANOS &#187; ECONOMIA</title>
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		<title>SOTEROPOLITANOS &#187; ECONOMIA</title>
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		<title>Questão de sobrevivência</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2007 15:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Vinicius Andrade
A comercialização de produtos indispensáveis ao cidadão, como em todo bairro residencial, é o principal combustível da economia do Imbuí, e a presença de mercadinhos é o fator fundamental nesse panorama. A disputa diária por sobrevivência dos pequenos estabelecimentos proporciona uma considerável movimentação econômica, atrelada, em segundo plano, à atuação das grandes redes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdaorla.wordpress.com&blog=1555225&post=36&subd=soteropolitanosdaorla&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmodFyDED0I/AAAAAAAAAm0/L8fuBSJz_zk/s1600-h/IMG_1183.JPG"><img border="0" src="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmodFyDED0I/AAAAAAAAAm0/L8fuBSJz_zk/s320/IMG_1183.JPG" style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" /></a>por Vinicius Andrade</p>
<p>A comercialização de produtos indispensáveis ao cidadão, como em todo bairro residencial, é o principal combustível da economia do Imbuí, e a presença de mercadinhos é o fator fundamental nesse panorama. A disputa diária por sobrevivência dos pequenos estabelecimentos proporciona uma considerável movimentação econômica, atrelada, em segundo plano, à atuação das grandes redes de mercado da região.<span class="fullpost"></span><span class="fullpost"> <span id="more-36"></span>De acordo com o artigo “Desempenho da economia baiana nos últimos 50 anos: uma análise com base nas grandes áreas”, publicado pela revista “Bahia Análise Dados”, de Luis André de Aguiar Alves, o Imbuí surgiu como bairro de classe média, uma nova área urbana para consumo de bens duráveis, resultado dos investimentos feitos em Camaçari na década de 70. Foi um dos alvos das construtoras e cresceu rapidamente, atraindo todo tipo de estabelecimentos econômicos. O estudante de administração Jéferson Val, de 23 anos, traça um mapa econômico da região, para compreender melhor as suas relações: “O bairro se valorizou muito em 10 anos, um crescimento de quase 400%, pela presença de bancos, farmácias, lotéricas, restaurantes, shoppings. Portanto, propício também à presença de mercados de todos os tipos, já que a população tem um poder de compra respeitável e presumivelmente fiel”.</p>
<p>Extra Supermercado, Clássica Delicatessen, Pão Bom, Panificadora do CCI, Bompreço, entre outros, formam o leque de opções de compra de produtos básicos para a população do bairro. Francisco Cerqueira, 42 anos, dono da “Clássica Delicatessen”, observa a postura do consumidor do bairro: “Nos bairros menores, o costume é de se comprar em mercadinhos, já aqui no Imbuí o povo compra mais nos supermercados. Isso não interfere no nosso desempenho, pois temos o nosso carro-chefe na venda de pães e produtos mais caseiros”.<br />
<a href="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmodXCDED1I/AAAAAAAAAm8/gSLXVfWBpoc/s1600-h/IMG_1187.JPG"><img border="0" src="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmodXCDED1I/AAAAAAAAAm8/gSLXVfWBpoc/s320/IMG_1187.JPG" style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" /></a><br />
O também pequeno empreendedor Marcos Araújo, de 30 anos, dono da “Pão Bom” explica a disputa das empresas do bairro: “O Bompreço é mais voltado para a Boca do Rio e Marback, bairros mais populares, não interferindo, na minha opinião. Já o Extra, tem um perfil de cliente mais próximo do nosso, mas mesmo assim somos indiferentes à sua presença. Aqui temos a consciência de que o cliente às vezes deseja rapidez ao comprar, se livrar do tumulto dos grandes mercados e das filas enormes. Em 8 anos nunca ficamos na mão, o cliente é fiel, pois apostamos na qualidade e fidelização”.</p>
<p>Não existe ninguém melhor para falar sobre o tema senão os responsáveis pelas compras nesses estabelecimentos: os consumidores. A dona de casa Cláudia Ramos, de 46 anos, declara: “Os supermercados são ideais para compras em grande quantidade, onde se encontram preços mais baixos e considerável variedade de produtos. Os pequenos mercados são ideais para compras rápidas, quando se quer apenas um item e quando se procura praticidade na hora da compra. Um seria o complemento do outro”.</p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmodpCDED2I/AAAAAAAAAnE/1c3n6SiFfjs/s1600-h/IMG_1184.JPG"><img border="0" src="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmodpCDED2I/AAAAAAAAAnE/1c3n6SiFfjs/s320/IMG_1184.JPG" style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" /></a>O funcionário Juvino Rocha, 60 anos, tem a mesma visão da dona de casa: “Quando existe uma necessidade os consumidores recorrem à gente, ou buscam a qualidade de alguns itens que nos grandes não existe”. Ele completa: “O Extra e o Bompreço não deixam de atrapalhar, mas às vezes, por comprarem em grandes quantidades os seus produtos, funcionam até como fornecedores para nós”.</p>
<p>Dessa forma, há uma valorização ainda maior em relação ao processo de especulação imobiliária, atestada pelo dono da “Pão Bom”: “O Imbuí não tem uma renda tão alta, mas seus moradores são tão exigentes quanto os moradores de bairros como Graça e Barra. Isso traz um investimento nessa área, um plano para o atendimento ao cidadão, valoriza o bairro“.<br />
(maio de 2007)</p>
<p></span></p>
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		<title>Pequenos shoppings, grandes serviços</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2007 15:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>

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		<description><![CDATA[por Liomar Xavier
Com uma população de aproximadamente 90 mil habitantes, Imbuí, Boca do Rio e Armação, contam com cerca de 14 pequenos shoppings. É possível, nestes estabelecimentos comerciais, comprar uma simples lembrança, ir ao salão de beleza, assistir a cultos religiosos, tirar documentos, abrir e reconhecer firma, tirar identidade, dentre outros serviços. Logo quando se chega [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdaorla.wordpress.com&blog=1555225&post=37&subd=soteropolitanosdaorla&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify">por Liomar Xavier</p>
<p>Com uma população de aproximadamente 90 mil habitantes, Imbuí, Boca do Rio e Armação, contam com cerca de 14 pequenos shoppings. É possível, nestes estabelecimentos comerciais, comprar uma simples lembrança, ir ao salão de beleza, assistir a cultos religiosos, tirar documentos, abrir e reconhecer firma, tirar identidade, dentre outros serviços.<span id="more-37"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"> Logo quando se chega a um desses shoppings de bairros, nota-se tranqüilidade, comodidade e até um atendimento melhor por parte dos lojistas. Em sua maioria, são os próprios proprietários que fazem o atendimento nos estabelecimentos. Um diferencial é o horário de funcionamento, das 9h às 20h, e o fato de não abrirem aos domingos, só quando estes antecedem alguma data comemorativa importante. Alguns lojistas afirmam que se houvesse uma união maior por parte da categoria na busca da divulgação na mídia e redução da carga tributária, poderia ter mais contratações.</p>
<p>Ana Silva, administradora do Shopping das Gaivotas, um dos mais bem localizados da região, diz que a grande diferença entre os pequenos e os grandes shoppings é a estrutura. Cada proprietário é dono das suas lojas ou boxes. O perfil do público que freqüenta é, em sua maioria, formado por moradores da região.</p>
<p>Um outro shopping da região que se destaca é o Caboatã shopping. Ele possui 50 lojas. Em suas instalações existe uma agência da Caixa Econômica Federal, que atrai a população de diversos bairros. Um outro atrativo no shopping é a presença da Igreja Sabedoria da Paz, que realiza seus cultos duas vezes na semana pela manhã e à noite. Um dos mais tradicionais cursos pré-vestibulares da cidade, o Ucba, também está presente no Caboatã.</p>
<p>O Multishop é um shopping que tem um grande diferencial: 70% de serviços e 30% comercial. Funciona dentro do Multishop um posto do SAC, um núcleo de prática em atendimento nas áreas jurídicas da FIB e uma loja de atendimento da Embasa. Um outro serviço encontrado é o tabelionato do 11º ofício, com freqüentadores que vão desde office boys até empresários buscando abrir e reconhecer firma. Alberto Moreira, 38 anos, gerente administrativo do Multishop, fala que o público é variável: “Hoje eu encontro aqui desde a classe A até a B”.<br />
(maio de 2007)</p>
<p></span></p>
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		<title>Por trás das brasas do queijinho</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2007 15:40:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Juliana Laxon
Não há baiano que nunca tenha ouvido, ao passar pela orla de Salvador, a frase &#8220;Olha o queijinho!Assadinho na hora!&#8221;. O grito de venda pertence aos comerciantes de queijo coalho espalhados não só pelo vasto litoral da cidade, mas também pelas ladeiras do Pelourinho, ruas boêmias do Rio Vermelho, da Barra e de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdaorla.wordpress.com&blog=1555225&post=33&subd=soteropolitanosdaorla&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify">por Juliana Laxon</p>
<p>Não há baiano que nunca tenha ouvido, ao passar pela orla de Salvador, a frase &#8220;Olha o queijinho!Assadinho na hora!&#8221;. O grito de venda pertence aos comerciantes de queijo coalho espalhados <a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmS1LCDEDJI/AAAAAAAAAhU/F4RzTfbhF7Y/s1600-h/julianalaxon.jpg"><img border="0" src="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmS1LCDEDJI/AAAAAAAAAhU/F4RzTfbhF7Y/s320/julianalaxon.jpg" style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" /></a>não só pelo vasto litoral da cidade, mas também pelas ladeiras do Pelourinho, ruas boêmias do Rio Vermelho, da Barra e de outros bairros, por shows e micaretas que acontecem em Salvador.<span id="more-33"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"> Os inúmeros vendedores de queijo transitam pelo litoral soteropolitano, oferecendo aos baianos e turistas que freqüentam as praias a conveniência de um alimento saudável. “Há uma grande variedade de alimentos gordurosos na praia, e o queijinho é a melhor opção para combater aquela fomezinha, pois é nutritivo e possui gordura suficiente”, diz a nutricionista Amélia Rodrigues.</p>
<p>“O queijo nas praias de Salvador é como o biscoito Globo e o Mate Leão na orla do Rio”, compara o vendedor Luiz Alberto Silva, na praia do Porto da Barra. Luiz, mais conhecido por “fotógrafo”, pois trabalha com fotografia nas horas em que não está na praia fazendo sua parte pela saúde dos “praieiros”, vende queijos das terças-feiras aos domingos das 10h às 17h.</p>
<p>Para executar seu trabalho, Luiz utiliza uma lata de metal com carvão em brasa para aquecer o queijo, que custa R$1, até o ponto em que este fica derretido no palito, e usa uma tábua de madeira como descanso para a vasilha de plástico em que armazena 250 queijinhos no palito, dos quais, no final da tarde, sobram 150, durante a maior parte do ano. Seu lucro diário é de R$10, o que num mês equivale, aproximadamente, a um salário mínimo.</p>
<p>O queijo no palito pode ser servido com melaço, orégano ou puro. Para que este fique saboroso é necessário que o vendedor tenha “a mão boa”, afinal tem que saber prepará-lo. O queijo tem de ficar derretido até certo ponto, nem menos, porque senão este fica borrachudo, e nem demais, pois assim cai do palito.</p>
<p>Os queijeiros de plantão gostam de saboreá-lo acompanhado pela velha e boa Coca-cola bem gelada. Já outros preferem seguir a linha natural do queijo e acompanhá-lo com uma saudável água de coco.</p>
<p>No verão, quando os soteropolitanos lotam as praias de Salvador, o queijo coalho é o tira-gosto mais pedido. Um vendedor de queijo como Luiz Alberto atinge a venda de 250 queijinhos, quantidade que enche a sua vasilha. “No verão as vendas dobram”, afirma o vendedor de queijo Rudival Ribeiro, da praia do Farol da Barra. <a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmS_FCDEDZI/AAAAAAAAAjU/8qvCDgbCUY8/s1600-h/julianalaxon2.jpg"><img border="0" src="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmS_FCDEDZI/AAAAAAAAAjU/8qvCDgbCUY8/s320/julianalaxon2.jpg" style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" /></a></p>
<p>Enquanto nas outras estações do ano ele vende, em média, 80 queijos por dia, no verão chega a atingir a cota de 200. Desde o último verão, a prefeitura estabeleceu um uniforme amarelo fluorescente para os ambulantes da orla da cidade, que serve para reconhecer os comerciantes de praia, seja qual for o produto alimentício comercializado. A medida foi tomada para evitar os inúmeros assaltos que estavam ocorrendo principalmente na orla da Barra.</p>
<p>A vestimenta padrão não custa nada para o trabalhador. Basta que este se dirija à prefeitura e assine um documento que prova que, em troca da farda, o indivíduo trabalhará com segurança na praia. Assim preservam-se as praias e diminuem os roubos no local, que prejudicam a economia praieira.</p>
<p>Quando a praia está vazia, rendendo poucas vendas, o comerciante já procura outro local em potencial, como as ruas. “Quando o dia está nublado e vejo que a praia não vai ter um fluxo de consumidores lucrativo, volto a pé para casa e vendo queijos ao longo do caminho”, argumenta o ambulante Rudival Ribeiro, que vende queijo no Farol da Barra e mora no bairro de Itapagipe.</p>
<p><strong>Chuvas</strong><br />
No inverno, quando as chuvas dominam Salvador, e a época de festas de forró chega no interior do estado, é para lá que correm alguns vendedores de queijo da capital. “No inverno toda a galera jovem que no verão freqüenta as praias soteropolitanas viaja para Amargosa para curtir as festas, e lá a concorrência é bem menor”, diz Luiz Alberto.</p>
<p>Todo esse mercado de queijo coalho na cidade só se torna possível porque existem os fornecedores, através dos quais os vendedores compram a matéria-prima e as ferramentas necessárias, como a luva e a faca para manusear os queijos. “O meu negócio deu e ainda dá muito certo até hoje, mas reconheço que a venda de queijo coalho já é uma área de mercado saturada”, alega o fornecedor de queijos Otávio Ferreira.</p>
<p>A Laticínios São Vicente se localiza no Mercado do Ogunjá. É para lá que muitos vendedores de queijo vão todas as manhãs adquirir queijo coalho fresco. O fornecedor relata também: “Nunca tive problemas por fornecer queijo, nunca aconteceu de um cliente passar mal, nem nada do tipo, porque o queijo é devidamente conservado e refrigerado, além de ser um alimento super saudável”.</p>
<p>A economia movimentada pela venda de queijo coalho tira muitos indivíduos do desemprego e os torna trabalhadores dignos. A cidade de Salvador, por ser provida de uma extensa costa, possibilitou o comércio de queijos, que se tornou uma marca registrada do litoral soteropolitano. O queijinho na brasa é famoso pelo Brasil por causa dos turistas que visitam Salvador e o experimentam. Logo, o queijo de praia se torna inesquecível e comentado nas diversas cidades do país.<br />
(maio de 2007)</p>
<p></span></p>
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		<title>Aeroclube &#8211; dívidas, decadência e revitalização</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2007 15:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>

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		<description><![CDATA[por Renata Santana
Durante um passeio à tarde pelo shopping Aeroclube Plaza Show, localizado em frente à praia da Boca do Rio, encontram-se diversas lojas vazias, banheiros e estacionamentos interditados, lojas funcionando sem letreiro, grama alta na parte interna do shopping. Nos restaurantes que ficam em frente à praia, funcionários jogando baralho, esperando o tempo passar, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdaorla.wordpress.com&blog=1555225&post=30&subd=soteropolitanosdaorla&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify">por Renata Santana</p>
<p>Durante um passeio à tarde pelo shopping Aeroclube Plaza Show, localizado em frente à praia da Boca do Rio, encontram-se diversas lojas vazias, banheiros e estacionamentos interditados, lojas funcionando sem letreiro, grama alta na parte interna do shopping. Nos restaurantes que ficam em frente à praia, funcionários jogando baralho, esperando o tempo passar, por falta de clientes. Lojas e demais espaços vazios. Esses são os sinais visíveis da decadência, que já dura dois anos, de um empreendimento que surgiu com a intenção de ser o principal local de lazer e entretenimento da cidade de Salvador.<span id="more-30"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"> “O shopping já foi ponto de encontro de amigos e muitos jovens. E nos finais de semana eu quase não encontrava locais para estacionar. Tinha também música ao vivo e, aos domingos, atividades infantis. Hoje o shopping está vazio. Dá até medo ficar passeando por aqui, já ouvi histórias de estupros e assaltos”, relata a dentista Viviane Damasceno, que parou no Aeroclube para tirar dinheiro no caixa eletrônico.</p>
<p>A freqüente rotatividade das lojas, a falta de manutenção das estruturas internas, a má qualidade das produções culturais, notícias de seqüestros relâmpagos, estupro e assaltos, fizeram com que o shopping fosse perdendo seu público e que famílias deixassem de freqüentar o local, dando lugar a garotas de programa, atraídas por turistas. Lojistas falam que o movimento só se intensifica durante os meses de janeiro e fevereiro. Durante os outros meses o movimento é maior nos finais de semana e à noite.</p>
<p>“O Aeroclube foi inaugurado em 21 de outubro de 1999 e contava com 140 lojas e cerca de dois mil funcionários. O projeto inicial do Aeroclube era fazer o maior centro de lazer da América Latina. Hoje, cerca de 70 lojas estão abertas e tem cerca de 850 funcionários. Durante os dois últimos anos o shopping foi tomado por essa crise, onde 143 diferentes empreendimentos apareceram e depois fecharam suas portas”, relata Rogério Horlle, lojista e presidente da Associação de Lojistas do Aeroclube Plaza Show (Alashow).</p>
<p>Durante as semanas que antecedem o Carnaval, o Aeroclube é o ponto principal de compra e entrega de abadás, causando uma superlotação nesses dias. “Durante o carnaval de 2007, o estacionamento do shopping foi tomado por diversos cambistas e vendedores ambulantes, causando um caos, e fazendo com que houvesse diversos assaltos. O shopping foi interditado para os clientes, foi fechado por alguns momentos por causa da superlotação e pela situação estar fora de controle”, relata Heder Mendonça, proprietário do Rock in Rio, que teve que cancelar um show evangélico durante o período.</p>
<p>A falta de movimento nas lojas, além da falência, faz com que muitas não paguem o aluguel. Os lojistas também reclamam da ausência de climatização das suas lojas e do aluguel abusivo. “O shopping cobra R$ 50 por m², enquanto outros shoppings como o Itaigara, cobram R$ 23, e o Iguatemi R$35, sendo também a principal causa de inadimplência dos 90% dos lojistas”, como afirma Celso Oliveira, advogado da Alashow.</p>
<p>Muitas matrizes estão exigindo que suas franquias filiadas ao Aeroclube funcionem sem suas marcas e letreiros nas lojas, como o cinema UCI. “A dona na loja Imaginarium foi obrigada pela administradora da franquia a mudar o nome da loja, pois não tinha mais interesse em ter a sua marca vinculada a um shopping decadente”, afirma Horlle.</p>
<p><strong>Dívidas<br />
</strong>Para diminuir os prejuízos da falta de movimento, a administradora do shopping, a Consórcio Parques Urbanos, pediu revisão do uso do solo de “pólo de entretenimento”, para “pólo comercial”, para poder colocar lojas âncoras, afim de segurar o público, com o objetivo de revitalizar o shopping. O pedido foi aprovado pela prefeitura em junho de 2006. E os projetos para a revitalização só foram apresentados à prefeitura seis meses depois.</p>
<p>Quanto mais demora, fica mais difícil para os lojistas suportar as dívidas. Eles acham que essa demora da administradora para começar as obras de revitalização é intencional, para que as lojas que ainda restam, fiquem sufocadas em dívidas e acabem fechando. Assim, a administradora não precisaria pagar indenizações aos lojistas.</p>
<p>O ministério público moveu ações contra o shopping, pelo não cumprimento da instalação do parque previsto no projeto original, a não adequação das atividades do propósito original, ou seja, um shopping de turismo, lazer, entretenimento e cultura e a dívida do preço público com a prefeitura (aluguel cobrado pelo uso da área pública), que estava em cerca de R$ 15 milhões. Em contrapartida, a Consórcio Parques Urbanos acionou juridicamente a prefeitura pelas paralisações das obras, que retardaram a construção e causaram prejuízos financeiros ao empreendimento.</p>
<p><strong>Revitalização<br />
</strong>No dia 29 de janeiro deste ano, a prefeitura fechou acordo com a Aliansce (empresa contratada pela Consórcio Parques Urbanos para administrar o shopping), para zerar as dívidas de ambas as partes. E deu a autorização para o início das obras de revitalização para março, que devem terminar em dezembro de 2007.</p>
<p>Os lojistas agora querem aproveitar o embalo para pedir que suas dívidas também sejam perdoadas, mas a Aliansce está pressionando-os para que entreguem suas lojas. “Todos irão ter a sua chance para conversar sobre suas dívidas”, afirma Everton Visco, diretor da Aliansce.</p>
<p>O projeto de revitalização do shopping primeiramente irá mudar o mix das lojas, que eram de cultura e lazer, e passarão a ser de varejo e serviço. Pretende-se também instalar lojas âncoras e de grife, e ampliar a área do shopping. Irão ampliar o Parque Atlântico, que terá pista de cooper, espelho d’água e anfiteatro. E pretende-se ainda construir um hotel, na área que um dia foi o kart.</p>
<p>Enquanto as reformas não começam, os lojistas estão se reunindo para procurar uma solução para seus prejuízos, pois sabem que, assim como não teve prazo para começar a revitalização, não terá para terminá-la, e muitos já pensam em deixar o shopping antes do início das obras.<br />
(maio de 2007)</p>
<p></span></p>
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